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Quando virar MEI sendo fotógrafo ou filmmaker (guia 2026)

Teto de R$ 81 mil, DAS de R$ 86,05, as ocupações de fotógrafo e filmador, nota fiscal e o sinal de que chegou a hora de sair do MEI. Tudo com as contas na mão.

Equipe PhotoFlow · 18 de out de 2026 · 4 min de leitura

Se você já fotografa ou filma por dinheiro e ainda recebe "na pessoa física", a pergunta não é se vale virar MEI — é quando. Na maioria dos casos, a resposta é: assim que os trabalhos começarem a se repetir. O MEI custa pouco, permite emitir nota fiscal (o que abre a porta para clientes empresa) e ainda garante proteção do INSS. Mas ele tem limites, e quem cresce precisa saber a hora de sair.

Este guia é informativo e reflete as regras de outubro de 2026. Valores e regras mudam: confirme no Portal do Empreendedor e, na dúvida, fale com um contador.

Fotógrafo e filmmaker podem ser MEI?

Sim. Estão entre as ocupações permitidas:

Ocupação CNAE
Fotógrafo(a) independente 7420-0/01
Fotógrafo(a) aéreo, submarino e similares (inclui drone) 7420-0/02
Filmador(a) independente 7420-0/04

Dá para escolher uma ocupação principal e até 15 secundárias. Quem fotografa e filma pode registrar as duas.

Quanto custa por mês em 2026

O MEI paga um valor fixo mensal, o DAS, que sobe junto com o salário mínimo. Com o mínimo de R$ 1.621 em 2026, para quem presta serviço:

  • INSS: 5% do salário mínimo = R$ 81,05
  • ISS: R$ 5,00
  • Total: R$ 86,05 por mês, com vencimento todo dia 20.

Esse valor é o mesmo se você faturar R$ 1 mil ou R$ 6 mil no mês. Além do DAS, existe uma obrigação anual: a declaração de faturamento (DASN-SIMEI), entregue até 31 de maio.

Os limites que você precisa respeitar

  • Faturamento de até R$ 81 mil por ano (em média, R$ 6.750 por mês). Se abrir no meio do ano, o limite é proporcional aos meses.
  • Até 1 funcionário com carteira assinada.
  • Não pode ter sócio nem participar de outra empresa como sócio ou administrador.

Existe um projeto no Congresso (PLP 186/26) para subir o teto em 2027 e 2028, mas até agora vale o limite de R$ 81 mil. Não planeje o ano contando com um aumento que ainda não foi aprovado.

Quando vale virar MEI

Vale a pena quando pelo menos uma destas situações aparecer:

  1. Os trabalhos se repetem todo mês. Receber por Pix na pessoa física de forma recorrente deixa você sem comprovação de renda e sem proteção.
  2. Cliente empresa pediu nota fiscal. Agência, buffet, escola, empresa de evento — quase todas exigem.
  3. Você quer aposentadoria e auxílio (afastamento por doença, salário-maternidade). O DAS já inclui a contribuição ao INSS.
  4. Você quer separar o dinheiro do negócio do seu — com CNPJ, fica bem mais fácil abrir uma conta só da empresa e organizar o caixa do negócio.

Nota fiscal: como funciona

O MEI emite nota fiscal de serviço eletrônica (NFS-e) pelo emissor nacional do governo, no site ou no aplicativo. Para pessoa física, a nota não é obrigatória para o MEI, mas emitir sempre ajuda a comprovar faturamento e passa profissionalismo. Para empresa, é obrigatória.

Os sinais de que chegou a hora de sair do MEI

  • Você vai passar dos R$ 81 mil. Se estourar em até 20% (até R$ 97.200), você paga um DAS complementar sobre o excedente e muda de regime no ano seguinte. Se passar de 20%, o desenquadramento vale desde o início do ano — e os impostos são recalculados retroativamente. É o cenário mais caro: avise o contador antes de chegar lá.
  • Você precisa de mais de um funcionário ou quer um sócio.
  • Os custos subiram e um regime diferente pode sair mais barato.

O caminho natural é virar Microempresa (ME) no Simples Nacional, com alíquota que depende do faturamento e da atividade. A conta muda bastante de caso para caso — aqui o contador paga o que custa.

Faça a conta antes de crescer

Uma regra prática: se o seu faturamento médio passar de R$ 5.500 por mês, comece a conversar com um contador sobre o próximo passo. Assim, a mudança acontece no seu tempo, não por desenquadramento.

Erros comuns

  • Esquecer o DAS. Atrasos geram multa e, acumulados, podem levar ao cancelamento do CNPJ.
  • Não controlar o faturamento mês a mês e descobrir em novembro que passou do teto.
  • Achar que MEI é "isento": o valor é fixo, mas existe.
  • Não entregar a declaração anual.

Resumo rápido

  • Fotógrafo (7420-0/01), fotógrafo aéreo/drone (7420-0/02) e filmador (7420-0/04) podem ser MEI.
  • Custo em 2026: R$ 86,05 por mês para serviços.
  • Limite: R$ 81 mil por ano, 1 funcionário, sem sócio.
  • Vale virar MEI quando o trabalho se repete ou o cliente pede nota.
  • Passando de R$ 5.500 por mês em média, converse com um contador sobre o próximo passo.

Fontes

  • Contribuição do MEI em 2026 sobe com o salário mínimo — Agência Sebrae
  • Valores de contribuição do MEI em 2026 — Jornal Contábil
  • Limite do MEI em 2026 e desenquadramento — Contmatic
  • CNAE 7420-0/01: fotógrafo pode ser MEI — Contabilidade.com
  • Portal do Empreendedor — gov.br
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Neste artigo

  1. Fotógrafo e filmmaker podem ser MEI?
  2. Quanto custa por mês em 2026
  3. Os limites que você precisa respeitar
  4. Quando vale virar MEI
  5. Nota fiscal: como funciona
  6. Os sinais de que chegou a hora de sair do MEI
  7. Faça a conta antes de crescer
  8. Erros comuns
  9. Resumo rápido
  10. Fontes

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